ELETROBUS: FROTA DE VEÍCULOS

 

 

 

 

 

    Ao iniciar sua operação comercial, o Eletrobus dispunha de 285 trólebus, herdados da antiga CMTC. Entretanto, deste total, 44 veículos estavam “canibalizados”, e o restante da frota estava em condições precárias de uso (com rachaduras em chassis e carrocerias, infiltrações, queda de portas e janelas, etc). Antigos funcionários, oriundos da CMTC, contam que os trólebus Ciferal (Amazonas) sofreram deformações devido ao fato da carroceria não ter sido projetada especialmente para trólebus (estrutura mais reforçada), isto porque os componentes elétricos/eletrônicos são mais pesados do que os equipamentos de um ônibus convencional. Desta forma, a estrutura das carrocerias sofreu deformações, originando trincas e quebras nas próprias carrocerias e também nos chassis.

    A frota inicial do Eletrobus estava dividida da seguinte forma:

 

·        Trólebus Ciferal/Scania/Tectronic (contatores).

·        Trólebus Ciferal/Scania/Tectronic (chopper).

·        Trólebus Marcopolo/Scania/Tectronic (chopper).

·        Trólebus articulado Marcopolo/Scania/Powertronics (chopper).

 

 

Trólebus      Ciferal   /   Scania   /  

Tectronic.                                       

(Fonte:           informativo         “O

 Trólebus”,       publicado      pelo  

Eletrobus).                                      

 

 

Trólebus Marcopolo/Scania/Tectronic.                                                     

(Fonte: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).               

 

 

Trólebus articulado Marcopolo/Scania/Tectronic.                                       

(Fonte: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).                     

 

 

    Devido às condições da frota, o Eletrobus iniciou a reforma dos veículos herdados. Desta forma, os trólebus de dois eixos receberam nova carroceria (modelo Torino Geração V, fabricada pela Marcopolo), além de terem seus chassis e equipamentos elétricos/eletrônicos totalmente reformados (exceção para os trólebus com controle de tração a contatores, que receberam novos sistemas, do tipo chopper IGBT, fabricados pela Powertronics).

 

 

Desmontagem dos veículos, para posterior reforma.                                                  

(Fonte - imagem maior: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).        

(Fonte  -  imagem menor: http://www.iluminatti.com.br/index_arquivos/Page1191

.htm).                                                                                                                                      

 

 

Trólebus  Marcopolo/Scania/Tectronic  (n° 7501) , o  primeiro  veículo da frota 

a ser reformado, mantendo o sistema chopper original.                                         

(Fonte: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).                                  

 

 

Trólebus  Marcopolo/Scania/Powertronics.   Após  a reforma, 

o   antigo   sistema   de   controle   de   tração  a  contatores 

foi substituído pelo sistema chopper IGBT.                                 

(Fonte: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).   

 

 

    O trólebus articulado também teve a carroceria substituída pelo novo modelo da Marcopolo, além de ter o chassi reformado e a substituição de seu sistema de controle de tração pelo novo chopper IGBT, recebendo ainda mais um motor de tração, tendo portanto tração nos dois eixos traseiros. Posteriormente, este veículo passou a ser um dos protótipos do sistema VLP, desenvolvido pela SP Trans.

 

 

Trólebus articulado Marcopolo/Scania/Powertronics.                                                                     

(Fonte: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).                                                         

 

 

    Paralelamente, a empresa reformou ainda mais três veículos:

 

·        Trólebus MAFERSA/Villares: este trólebus manteve a plataforma original MAFERSA, porém a carroceria foi reformada utilizando-se partes do novo modelo da Marcopolo. Este fato tornou o veículo conhecido como “híbrido”, devido ao seu desenho diferenciado. Além disso, o antigo sistema chopper foi substituído por um novo (IGBT).

 

 

Trólebus Marcopolo-MAFERSA/MAFERSA/Villares (“híbrido”).          

(Foto: Marco A. G. Brandemarte).                                                          

 

 

Trólebus Marcopolo-MAFERSA/MAFERSA/Villares (“híbrido”).             

(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/tudodeonibus:746).                        

 

 

·        Trólebus Marcopolo/Scania/Tectronic (n° 68 7213): este veículo foi adquirido em um leilão da SP Trans, pois estava totalmente sucateado. Sua reforma (a última realizada pelo Eletrobus) manteve todas as suas características originais (carroceria, chassi e tração), passando a ser utilizado apenas para treinamento dos motoristas e para exibições.

 

 

Trólebus    n°  7213    (após reforma),    presente 

no    desfile    em   comemoração   aos   50 anos 

do sistema trólebus na cidade de São Paulo.        

(Foto: Marco A. G. Brandemarte).                             

 

 

·        Trólebus articulado CAIO/Volvo/Villares: este veículo foi adquirido da Viação Santo Amaro, também passando pelo processo de reforma, com a recuperação do chassi e a substituição da carroceria e sistemas elétricos/eletrônicos. Possui tração em dois eixos, controlada pelo sistema chopper IGBT (Gevisa), recebendo ainda um sistema de ar condicionado, constituindo o segundo protótipo do sistema VLP. 

 

 

Trólebus articulado Marcopolo/Volvo/Gevisa.                                                                           

(Fonte: Eletrobus).                                                                                                                           

 

 

    Os 37 novos trólebus adquiridos possuem carroceria Marcopolo (Torino GV), chassi Volvo e equipamentos eletrônicos Powertronics (incluindo sistema de controle de tração do tipo chopper IGBT). Estes veículos foram fabricados em 1.996.

 

 

Trólebus Marcopolo/Volvo/Powertronics.                                                                                                  

(Fonte: informativo “O Trólebus”, publicado pelo Eletrobus).                                                                

 

 

Detalhe   de   um   chassi   Volvo,   aguardando  encarroçamento,  nas

dependências da Marcopolo.                                                                          

(Fonte: Samuel Tuzi).                                                                                         

 

 

    A frota total de trólebus do Eletrobus, portanto, passou a contar com 323 veículos, divididos da seguinte forma:

 

·        Trólebus série 72: Marcopolo/Scania/Tectronic (reformado), equipado com sistema de controle de tração do tipo chopper.

 

·        Trólebus séries 75/76: Marcopolo/Scania/ Tectronic (reformados), equipados com sistema de controle de tração do tipo chopper.

 

·        Trólebus séries 77/78: Marcopolo/Scania/Powertronics (reformados), equipados com sistema de controle de tração do tipo chopper IGBT. Nesta série inclui-se também o trólebus n° 68 7811 (“híbrido”).

 

·        Trólebus série 79: Marcopolo/Scania/Powertronics (novos), equipados com sistema de controle de tração do tipo chopper IGBT.

 

·        Trólebus série 80 (reformados), constituindo os dois veículos articulados.

 

 

    Em 2.001, diversos trólebus reformados foram vendidos à Transbraçal, de São Paulo.

Finalmente, no início de 2.002, a frota restante foi repassada ao Consórcio Aricanduva, que assumiu o lugar do Eletrobus, que foi extinto.

Atualmente parte da frota é operada pela Himalaia Transportes. O restante foi vendido como sucata ou aguarda nova reforma nas garagens da SP Trans.

 

 

 

 

 

Fonte de Pesquisa

 

·         Informativos “O Trólebus”, publicados pelo Eletrobus.

·         “Revista dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicado pela ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de Moraes.

 

 

 

 

 

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