EMTU/SP – EMPRESA METROPOLITANA
DE TRANSPORTES URBANOS
DE SÃO PAULO S/A
A
EMTU/SP – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S/A – é
responsável pelo gerenciamento do transporte por ônibus/trólebus na Região
Metropolitana de São Paulo.
O
planejamento, projeto e implantação do Programa Intermunicipal de Rede
Metropolitana de Trólebus (RMT) ficou sob a responsabilidade da Companhia do
Metropolitano de São Paulo - METRÔ, interligando os municípios de Santo André,
São Bernardo do Campo e Diadema. A integração com a malha de transporte da
capital se dá no terminal do metrô, em Jabaquara, e na Zona Leste, no terminal
da linha de trólebus municipais, no bairro de São Mateus.
O
sistema conta com 33 km de canaletas totalmente segregadas, grandes terminais de
integração em cada cidade, sofisticada infra-estrutura elétrica com subestações
compactas de alimentação e operação supervisionada dos veículos.
A
concepção básica foi a de criar linhas troncais, exclusivas de trólebus,
conectadas às linhas alimentadoras de ônibus comuns. Entretanto, devido à
descontinuidade política do projeto, o corredor iniciou a operação tendo como
principal elemento os ônibus diesel (padron e articulados). A frota de trólebus
ficou reduzida a apenas 46 unidades, do tipo monobloco, fabricados pela
Cobrasma, com eletrônica Powertronics, adquiridos entre 1.987 e 1.988. Um
protótipo de trólebus articulado MAFERSA foi entregue à EMTU para testes, sendo
posteriormente devolvido ao fabricante, devido à escolha pelos ônibus articulados
diesel.

Trólebus Cobrasma/Powertronics.
(Fonte: folheto "Trólebus - O Transporte do Século
XXI", publicado pela ANTP - Associação Nacional dos
Transportes Públicos).

Trólebus articulado MAFERSA/Villares, em testes na EMTU-SP.
(Fonte:
http://www.railbuss.com.br/onibus/galeria/displayimage.php?album=37&pos=9).
A
rede elétrica foi instalada ao longo de 21 km dos 31 km previstos, inclusive nas
dependências de cinco dos sete terminais construídos, e também na garagem. A
quantidade de subestações existentes é de treze unidades (das vinte e quatro
previstas), fazendo com que a infra-estrutura existente fique
sub-utilizada.

Subestações compactas, instaladas ao longo do corredor ABD.
(Fonte:
http://www.respirasaopaulo.com.br/page2b.htm).
A
construção deste corredor metropolitano (São Mateus/Jabaquara) foi iniciada em
junho de 1.985. A operação, sob responsabilidade da EMTU, iniciou-se em dezembro
de 1.988.

Trólebus em operação no corredor São Mateus/Jabaquara.
(Fonte: EMTU/SP).
Entre
1.988 e 1.992, a EMTU continuou a operar os trólebus no corredor. Entretanto, a
operação da frota diesel foi terceirizada.
Já
no período entre 1.993 e 1.997, toda a operação estava terceirizada.
Por
fim, em maio de 1.997, a operação da frota passou a ser realizada pela
iniciativa privada, através de contrato de concessão. Desta forma, a EMTU
assumiu o papel de empresa gestora.
Atualmente,
a operação e manutenção da frota de ônibus e trólebus, bem como a manutenção da
infra-estrutura do corredor, é realizada pelo METRA – Sistema Metropolitano de
Transportes Ltda.
Além
deste corredor, a EMTU gerencia e fiscaliza também linhas regulares
intermunicipais nas regiões metropolitanas de São Paulo e Baixada Santista,
sistemas de fretamento (também nestas duas regiões) e linhas especiais do
Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos).
Fonte
de Pesquisa
·
“Revista
dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicado pela ANTP –
Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da
Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de
Moraes.
·
Folheto
“EMTU – Corredor Metropolitano São Mateus/Jabaquara – 10 Anos de Operação”,
publicado pela EMTU/SP.
·
Folheto
“EMTU – Ônibus Metropolitanos”, publicado pela EMTU/SP.
·
Folheto
“O Transporte Metropolitano e a Acessibilidade”, publicado pela STM – Secretaria
de Transportes Metropolitanos.
·
Livro
“Companhia do Metropolitano de São Paulo – 20 Anos”, publicado pela Companhia do
Metropolitano de São Paulo.
·
“Trólebus
– Síntese Internacional Física e Operacional” (1.995), publicado pela ANTP –
Associação Nacional de Transportes Públicos.
·
“Trólebus
– Bienário Internacional” (1.996/1.997), publicado pela ANTP – Associação
Nacional de Transportes Públicos.