
Rede aérea de acesso à garagem Tatuapé, em São Paulo.
(Fonte: Edu Violino).
A
rede aérea, responsável pelo fornecimento de energia ao motor do trólebus
constitui, além dos fios “trolley”, um conjunto de vários componentes, cada um
com uma função específica.

Esquema da rede aérea de alimentação.
(Fonte: Manual “Formação de Motorista Trólebus” – Treinamento e
Desenvolvimento, publicado pelo Eletrobus – Consórcio Paulista de
Transportes
por Ônibus).
1.
Isolador
NO-BO: separa o fio positivo do negativo, impedindo curto-circuito.
Utilizado também para separar energia de fontes
diferentes.
2.
Chave
Seletric: conjunto de peças que possibilita a mudança de direção das
alavancas do veículo. Esta chave (ou desvio) é também conhecida como “chave com
jogo de alavancas”. Na maioria das vezes, é utilizada para fazer o desvio à
direita ou à esquerda – em raras ocasiões pode ser acionada no sentido de linha
reta. Seu acionamento é automático, através da passagem simultânea das sapatas
das alavancas pelas maquinetas (ou contatores), provocando a mudança de posição
das corrediças móveis e, conseqüentemente, da direção das alavancas do veículo.
Após a passagem das alavancas, as corrediças móveis retornam às suas posições
anteriores por ação dos defletores de recomposição (ou alavancas
restabelecedoras). Os principais componentes desta chave são: maquineta, fio
piloto, isoladores, corrediça móvel, conjunto de bobinas magnéticas e alavanca
restabelecedora. Não existe sinalização para este tipo de
chave.
3.
Chave
Controle Remoto: constitui também um conjunto de peças que
possibilita a mudança de direção das alavancas do veículo. A diferença em
relação à chave anterior está na ação do motorista que, orientado por uma sinalização, efetua a mudança da
posição das corrediças móveis e das alavancas do veículo. Para orientar o
motorista no acionamento desta chave existem pontos de referência, como por
exemplo um poste, uma placa de loja ou uma marca pintada no solo de cor amarela.
Os componentes desta chave são os mesmos da chave tipo Seletric, mais o Contator
de Chave.
4.
Maquineta:
capta energia da rede, enviando-a através do fio piloto até o conjunto da bobina
magnética (“conjunto elétrico”), movimentando a corrediça móvel. O fio “trolley”
passa por entre as duas lâminas da maquineta, não encostando na mesma. O contato
com a maquineta é feito através da sapata da alavanca do veículo.
5.
Conjunto
de Bobinas Magnéticas: responsável pela mudança das
corrediças móveis através da energia vinda das maquinetas e transmitida pelo fio
piloto.
6.
Poste:
sustentação da rede aérea.
7.
Isolador
de Porcelana: isola o tirante do poste.
8.
Suspensor
A.G.C.: fixa o fio “trolley” no tirante, isolando um fio do outro,
através do espaçador de madeira, não permitindo a passagem de energia do fio
“trolley” para o tirante.
9.
Tirante:
mantém a rede aérea suspensa.
10.
Jamper:
transporta energia por sobre a rede, levando-a ao outro lado do
isolador.
11.
Contator
de Chave: componente através do qual se aciona o conjunto elétrico
para o desvio na rede aérea.
12.
Fio
Piloto: responsável pela condução de energia das maquinetas para o
conjunto de bobinas magnéticas (“conjunto elétrico”).
13.
Corrediça
Móvel: componente acionado eletricamente, que efetua o desvio da rede
aérea no sentido do acionamento da chave.
14.
Corrediça
Móvel: componente acionado eletricamente, que efetua o desvio da rede
aérea no sentido do acionamento da chave.
15.
Fio
“Trolley”: dois fios energizados por onde deslizam as sapatas das
alavancas do veículo, com a função de alimentar o mesmo.
16.
Alavanca
Restabelecedora: componente responsável pelo retorno da corrediça móvel
ao seu local de origem.
Existem
ainda outros componentes presentes em uma rede aérea de
trólebus:
·
Entroncamento:
é uma chave não acionada eletricamente, mas por pressão das sapatas do trólebus
nas corrediças móveis, num ponto de junção de duas redes. No entroncamento,
ocorre a entrada na linha principal saindo de uma variante mantendo, portanto, o
mesmo sentido de direção.

Esquema de um entroncamento.
(Fonte: Manual “Formação de Motorista Trólebus”
– Treinamento e Desenvolvimento, publicado pelo
Eletrobus – Consórcio Paulista de Transportes
por
Ônibus).
·
Cruzamento:
é uma intersecção de duas vias, ou seja, dois sentidos de direção. Tanto para
cruzamentos como para entroncamentos existem isoladores e procedimentos
específicos para fazer a passagem na rede.

Esquema de um cruzamento.
(Fonte: Manual “Formação de Motorista
Trólebus” – Treinamento e
Desenvolvimento, publicado pelo
Eletrobus – Consórcio Paulista de
Transportes por Ônibus).
·
Manual
“Formação de Motorista Trólebus” – Treinamento e Desenvolvimento, publicado pelo
Eletrobus – Consórcio Paulista de Transportes por Ônibus.