SISTEMA TRÓLEBUS EM BELO HORIZONTE - MG
O sistema de transporte por trólebus foi inaugurado na cidade de Belo Horizonte - MG, em 1.953.
Os primeiros quatro veículos eram do tipo Twin Coach, de procedência norte-americana (EUA), com componentes elétricos General Electric.

Trólebus Twin Coach/General Electric, prefixo DBO 503.
(Fonte: http://metrobel.nafoto.net/photo20050907214546.html).

Trólebus Twin Coach/General Electric, prefixo DBO 503.
(Fonte:
http://fotolog.terra.com.br/trolefolia:68).

Belo Horizonte, por volta de 1.960. Trólebus "DBO 501"
na linha "Coração de Jesus" (extensão da linha Lourdes).
Praça Raul Soares (Amazonas / Bias Fortes). Cine Candelária à esquerda.
(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/trolefolia:69).
Em 1.959 foram importados, também dos EUA, 50 trólebus Marmon Herrington, com equipamento elétrico Westinghouse.

Desembarque dos trólebus Marmon Herrington, no Rio de Janeiro, em 1.959.
(Fonte: http://br.geocities.com/row701/bh-trolebus-chegada.jpg).

Parte da frota, retida no Rio de Janeiro até 1.960, por falta
de pagamento de taxas, impostos e frete.
(Fonte: http://br.geocities.com/row701/bh-trolebus-porto.jpg).

Trólebus Marmon Herrington.
(Fonte: http://www.tramz.com/br/bh/mh.html).

Trólebus Marmon Herrington.
(Fonte: http://br.geocities.com/zostratus14/bh-trolebus-01.jpg).
Finalmente, em 1.963, mais 5 trólebus - desta vez nacionais - foram encomendados. Estes eram do tipo Massari/Villares.
A extensão total do sistema atingiu 31,8 km de rede elétrica bifilar simples, distribuídas em 9 linhas.

Trólebus Marmon Herrington, na avenida Afonso Pena, por volta de 1.968.
(Fonte: http://zrak7.ifrance.com/bh-trolebus-volta-1968.jpg).
A desativação do sistema ocorreu em 1.969, alegando-se alto custo da operação e energia elétrica e também menor flexibilidade do que os ônibus diesel.
Os 50 trólebus Marmon Herrington e os 5 trólebus Massari/Villares, bem como alguns equipamentos de subestações e rede elétrica foram comprados pela municipalidade de Recife, que em troca, ofereceu ônibus diesel novos ao sistema de Belo Horizonte.
Em 1.986, após conclusão de estudos para reimplantação de um novo sistema de trólebus na cidade, foi realizada uma concorrência para compra de novos trólebus para o futuro sistema a ser implantado, inicialmente na avenida Crisitiano Machado. Dentre as três empresas que apresentaram proposta - Mafersa, Cobrasma e Tectronic - foi vencedora a Tectronic que, em conjunto com a Volvo e Marcopolo, deveria fornecer 55 veículos à Metrobel. Devido à descontinuidade política, o resultado foi a paralisação das obras em 1.987, ficando os veículos encarroçados, ainda sem sistema de propulsão, nas dependências da Marcopolo (num total de 42 unidades).

nas dependências da Marcopolo.
(Fonte: http://metrobel.nafoto.net/photo20050522104424.html).

(Fonte: folheto “Trolleybuses – Electrical Equipment and Vehicules”,
publicado pela Powertronics S/A – Empresa Brasileira de Tecnologia Eletrônica).

de propulsão instalado.
(Fonte: folheto “Trolleybuses – Electrical
Equipment and Vehicules”, publicado pela
Powertronics S/A – Empresa Brasileira
de Tecnologia Eletrônica).
Posteriormente parte da frota (20 unidades) foram exportados para o sistema de trólebus de Rosário, na Argentina (a primeira exportação de trólebus brasileiros). O restante dos veículos (20 unidades) foi comprado pela Metra (ABC Paulista). Todos os 42 veículos foram equipados com sistema de propulsão fabricado pela Powertronics - empresa sucessora da Tectronic.
Fonte de Pesquisa
· “Revista dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicado pela ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de Moraes.
· "CIDADE DE BELO HORIZONTE - Cronologia do Sistema de Trólebus (1953-1969)" - http://br.geocities.com/zostratus12/
nit-trolebus.htm, de autoria de Marcelo Almirante.