SISTEMA TRÓLEBUS
EM SANTOS (SP)
O sistema de trólebus
em Santos foi inaugurado em agosto de 1.963, com uma frota inicial de cinco
veículos, operando em uma única linha, sob a responsabilidade da antiga SMTC
(Serviço Municipal de Transportes Coletivos). Estes veículos eram de procedência
italiana, com carroceria Marelli, chassi Fiat e equipamentos elétricos
Pistoiesi, fabricados em 1.962.

Detalhe de um dos trólebus italianos, ainda no
navio, no porto de Santos, no dia 06 de junho
de 1.963.
(Fonte: http://pechini.blogspot.com/2009/01/
trolebus-de-santos-resumo-historico.html).

Detalhes do interior do trólebus italiano Marelli/Fiat/Pistoiesi.
(Fonte - esquerda: http://www.lombardiabeniculturali.it/fotografie/schede/IMM-5w010-0002293/?view=soggetti&offset=103&hid
=436&sort=sort_int).
(Fonte - direita: http://www.lombardiabeniculturali.it/fotografie/schede/IMM-5w010-0002269/view=soggetti&offset=102&hid=43
6&sort=sort_int).

Interior da oficina de manutenção da SMTC, em 1.967. Nota-se em primeiro plano os bondes, com os trólebus
ao lado.
(Fonte: http://www.4shared.com/photo/7-FoCWpg/TROLEIBUS_BONDES_SMTC_1967.htm).
A frota atingiu 50 veículos rapidamente, e a máxima extensão do sistema atingiu seis principais linhas, entre outras secundárias, em um total de 76 km de rede aérea.

Trólebus
Marelli/Fiat/Pistoiesi na avenida Conselheiro Nébias, próximo a rua Bittencourt,
em
1.972.
(Fonte:
http://pechini.blogspot.com/2009/03/trolebus-fiat-em-santos-em-1991.html).
Com a crescente dificuldade na aquisição de peças de reposição, que eram importadas, chegou-se ao cúmulo de ser efetuada uma conversão de um trólebus da frota em ônibus diesel, para estudos, em 1.972.

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi convertido em ônibus diesel pela SMTC.
(Fonte:
http://trolebus.fotos.net.br/trolebus/thumb.html?currentPage=6).
Em 1976, a SMTC - endividada - encerrou suas atividades, dando lugar à CSTC.
No ano de 1.979 a frota operacional alcançou cerca de vinte e cinco unidades apenas, distribuídas em três linhas. Entretanto, neste mesmo ano, foi realizado um estudo para a revitalização do sistema e conseqüente aquisição de um protótipo de moderna geração para testes.
Sendo assim, a
partir de 1.980, iniciou-se a reforma dos trólebus originais italianos ainda
operantes, que consistiu na recuperação dos chassis e carrocerias, troca de
eixos e do equipamento elétrico de propulsão.

Retratos da reforma dos doze trólebus restantes, graças ao programa de revitalização implantado na década
de 1980, em parceria com o governo federal. Imagem doada pelo advogado Milton Moraes, presidente da CSTC
de 1980 a 1984, à "Fundação Arquivo e Memória de Santos"
(Fonte - esquerda: http://www.portal.santos.sp.gov.br/fams/galeria/main.php?g2_itemId=238).
(Fonte - direita: http://www.portal.santos.sp.gov.br/fams/galeria/main.php?g2_itemId=236).

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi após reforma, com pintura padrão EBTU.
(Fonte:
http://br.geocities.com/zostratus10/santos-trolebus-03.htm).

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi nas dependências da CSTC.
(Fonte:
CSTC – Companhia Santista de Transportes
Coletivos).
Em 1.982, a CSTC montou dois trólebus em suas dependências. O carro de prefixo 800 possuía carroceria Marcopolo (com apenas duas portas), chassi Scania e equipamento eletropneumático Villares. O outro carro, de prefixo 805 possuía carroceria Marcopolo/Santa Matilde, também com chassi Scania e equipamento eletropneumático Villares. Os motores de tração e demais componentes foram reaproveitados de sua antiga frota. Ainda neste ano foram adquiridos cinco veículos Marcopolo/Scania/Ansaldo.

Trólebus prefixo 800, com carroceria Marcopolo, chassi Scania e
equipamento eletropneumático Villares.
(Fonte:
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0172j1.htm).

Chassi Scania do trólebus 805, a ser montado pela CSTC.
(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/picado:211).

Trólebus prefixo 805, com carroceria
Marcopolo / Santa Matilde, chassi Scania
e equipamento eletropneumático Villares.
(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/trolebuscstc:30).

Trólebus prefixo 600, com carroceria Marcopolo, na linha 4
(Praça Mauá).
Foto publicada no Jornal da
Orla, de 23 de janeiro de
1983.
(Fonte:
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0172j1.htm).

O mesmo trólebus Marcopolo "San Remo"/Scania/Ansaldo, prefixo 600.
(Fonte:
http://www.toffobus.com/fotos_grandes.php?maior=9076&cat=20).

Trólebus Marcopolo/Scania/Ansaldo.
(Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://img179
.imageshack.us/img179/7130/60mh7.jpg&imgrefurl=http://www.s
kyscrapercity.com/showthread.php%3Ft%3D518525%26page%3
D5&usg=__O7S5eW0e0f0VTA4xlh-lUXO2A-4=&h=330&w=500&sz
=30&hl=pt-BR&start=216&um=1&tbnid=UTJ2qBK3Ktce-M:&tbnh
=86&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Dfotos%2Bde%2Btrem%2
Bmafersa%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%
3D198%26um%3D1).

Trólebus Marcopolo/Scania/Ansaldo.
(Fonte:
CSTC - Companhia Santista de Transportes
Coletivos).
A última aquisição de veículos foi feita em 1.988, quando a Mafersa forneceu seis trólebus monobloco com eletrônica Villares.

(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/picado:214).

(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/picado:209).

(Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_TdjdLEFcWyA/TGbxhmRYa5I/AAAAAAAAA9k/vzX-XrKx4ek/s1600/maf8.jpg).

Entrega dos Trólebus Mafersa - 27/01/1988: trólebus Mafersa
prefixo 2005, momentos antes de sua inauguração na recém-
eletrificada Linha 20, em 27 de janeiro de 1988, sob a gestão
Osvaldo Justo, que adquiriu 06 Trólebus Mafersa 0 km para operar
essa linha.
(Fonte:
http://fotolog.terra.com.br/trolebuscstc:12).

Trólebus Mafersa/Villares.
(Fonte:
CSTC - Companhia Santista de Transportes
Coletivos).
Em 1.994, a extensão total de vias eletrificadas era de 41 km (57 km
equivalentes em rede bifilar simples). Entretanto, somente duas linhas
principais estavam em operação no final do ano e cerca de quatorze trólebus
italianos reformados foram desativados.
No ano de 1.995 apenas uma linha estava em operação, com uma extensão de 13,7 km. A rede aérea possuía uma extensão em operação de 16,5 km, e 47 km estavam desativados. A extensão em percurso não-remunerado compreendia 2,8 km. Das sete subestações existentes, apenas uma estava em operação, compreendendo 1.600 kW de potência instalada em operação e 3.500 kW de potência instalada desativada. A frota de veículos era composta por apenas sete trólebus (Mafersa e Scania, tendo este último sofrido uma reforma, mantendo o mesmo chassi e a mesma carroceria Marcopolo, porém o equipamento eletrônico Ansaldo foi substituído por um novo, fabricado pela ABB - Asea Brown Boveri).

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi desativados, nas dependências
da CSTC.
(Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://img179
.imageshack.us/img179/7130/60mh7.jpg&imgrefurl=http://www.s
kyscrapercity.com/showthread.php%3Ft%3D518525%26page%
3D5&usg=__O7S5eW0e0f0VTA4xlh-lUXO2A-4=&h=330&w=500&
sz=30&hl=pt-BR&start=216&um=1&tbnid=UTJ2qBK3Ktce-M:&tb
nh=86&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Dfotos%2Bde%2Btrem
%2Bmafersa%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26sta
rt%3D198%26um%3D1).

Trólebus Marcopolo/Scania/Ansaldo, pouco tempo antes de
sair de circulação.
(Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://img179.
imageshack.us/img179/7130/60mh7.jpg&imgrefurl=http://www.s
kyscrapercity.com/showthread.php%3Ft%3D518525%26page%3
D5&usg=__O7S5eW0e0f0VTA4xlh-lUXO2A-4=&h=330&w=500&sz
=30&hl=pt-BR&start=216&um=1&tbnid=UTJ2qBK3Ktce-M:&tbnh
=86&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Dfotos%2Bde%2Btrem%2
Bmafersa%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%
3D198%26um%3D1).
No final da década de 90, a CSTC, em conjunto com a CET, assumiu apenas o papel de gestora do sistema de transporte em Santos, sendo extinta em 2.006. A operação dos poucos trólebus que restaram (Mafersa) foi assumida pela Viação Piracicabana.

Trólebus Mafersa/Villares, em operação pela Viação Piracicabana, em 2.008.
(Fonte:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0c/Trolebus_de_Santos.JPG).

Trólebus
Mafersa/Villares, em operação pela Viação Piracicabana, com
nova pintura.
(Fonte:
http://galeria.portalinterbuss.net/displayimage.php?album=9&pos=0).
Painel de comando do trólebus Mafersa/Villares, em operação pela Viação Piracicabana.
(Fonte:
http://2.bp.blogspot.com/_A7GQw3U34Ak/SNlGVThxVII/AAAAAAAACiQ/OfCVxfqoqos/s1600-h/DSC04441.JPG).
Interior do trólebus Mafersa/Villares, em operação pela Viação Piracicabana.
(Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_A7GQw3U34Ak/SNlGUXVhvOI/AAAAAAAACh4/_fW-GuFfUzs/s1600-h/DSC04460.JPG).
Fonte
de Pesquisa
·
“Trólebus
- Síntese Internacional Física e Operacional” (1.995), publicada pela ANTP -
Associação Nacional de Transportes Públicos.
·
“Revista
dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicada pela ANTP –
Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da
Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de
Moraes.
·
Contatos
com a CSTC e com a Viação Piracicabana.
·
Blog
de Emilio Pechini
(http://pechini.blogspot.com/2009/01/trolebus-de-santos-resumo-historico.html).