SISTEMA TRÓLEBUS EM SANTOS (SP)

 

 

 

 

 

O sistema de trólebus em Santos foi inaugurado em agosto de 1.963, com uma frota inicial de cinco veículos, operando em uma única linha, sob a responsabilidade da antiga SMTC (Serviço Municipal de Transportes Coletivos). Estes veículos eram de procedência italiana, com carroceria Marelli, chassi Fiat e equipamentos elétricos Pistoiesi, fabricados em 1.962.

 

 

Detalhe de um dos trólebus italianos, ainda no navio, 

no porto de Santos, no dia 06 de junho de 1.963. 

(Fonte: http://pechini.blogspot.com/2009/01/

trolebus-de-santos-resumo-historico.html).

 

 

A frota atingiu 50 veículos rapidamente, e a máxima extensão do sistema atingiu seis principais linhas, entre outras secundárias, em um total de 76 km de rede aérea.

 

 

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi na avenida Conselheiro Nébias, próximo a rua Bittencourt, em 1972.
 (Fonte: http://pechini.blogspot.com/2009/03/trolebus-fiat-em-santos-em-1991.html).

 

  

Com a crescente dificuldade na aquisição de peças de reposição, que eram importadas, chegou-se ao cúmulo de ser efetuada uma conversão de um trólebus da frota em ônibus diesel, para estudos, em 1.972.

 

 

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi convertido em ônibus diesel pela SMTC.

(Fonte: http://trolebus.fotos.net.br/trolebus/thumb.html?currentPage=6).

 

 

Em 1976, a SMTC - endividada - encerrou suas atividades, dando lugar à CSTC.

No ano de 1.979 a frota operacional alcançou cerca de vinte e cinco unidades apenas, distribuídas em três linhas. Entretanto, neste mesmo ano, foi realizado um estudo para a revitalização do sistema e conseqüente aquisição de um protótipo de moderna geração para testes.

Sendo assim, a partir de 1.980, iniciou-se a reforma dos trólebus originais italianos ainda operantes, que consistiu na recuperação dos chassis e carrocerias, troca de eixos e do equipamento elétrico de propulsão.

 

 

 

Retratos da reforma dos doze trólebus restantes, graças ao programa de revitalização implantado na década 

de 1980, em parceria com o governo federal. Imagem doada pelo advogado Milton Moraes, presidente da CSTC 

de 1980 a 1984, à "Fundação Arquivo e Memória de Santos"

(Fonte: http://www.portal.santos.sp.gov.br/fams/galeria/main.php?g2_itemId=238,

http://www.portal.santos.sp.gov.br/fams/galeria/main.php?g2_itemId=236

 

 

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi após reforma, com pintura padrão EBTU.

(Fonte: http://br.geocities.com/zostratus10/santos-trolebus-03.htm).

 

  

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi nas dependências da CSTC.

 (Fonte: CSTC – Companhia Santista de Transportes Coletivos).

 

  

Em 1.982 foram adquiridos cinco veículos Marcopolo/Scania/Ansaldo e, em 1.983, outros dois veículos com a mesma carroceria, porém com chassis Scania e Santa Matilde e equipamentos elétricos Villares foram entregues à companhia.

 

 

Trólebus prefixo 600, com carroceria Marcopolo, na linha 4 (Praça Mauá).
Foto publicada no Jornal da Orla, de 23 de janeiro de 1983.

(Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0172j1.htm).

 

 

O mesmo trólebus Marcopolo "San Remo"/Scania/Ansaldo, prefixo 600.

(Fonte: http://www.toffobus.com/fotos_grandes.php?maior=9076&cat=20).

 

 

Trólebus Marcopolo/Scania/Ansaldo.

(Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://

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Trólebus Marcopolo/Scania/Ansaldo.

(Fonte: CSTC - Companhia Santista de Transportes Coletivos).

 

 

A última aquisição de veículos foi feita em 1.988, quando a Mafersa forneceu seis trólebus monobloco com eletrônica Villares.

 

 

Entrega dos Trólebus Mafersa - 27/01/1988: trólebus Mafersa

prefixo 2005, momentos antes de sua inauguração 

na recém-eletrificada Linha 20, em 27 de janeiro de 1988, 

sob a Gestão Osvaldo Justo, que adquiriu 06 Trólebus

 Mafersa 0 km para operar essa linha.

(Fonte: http://fotolog.terra.com.br/trolebuscstc:12).

 

 

Trólebus Mafersa/Villares.

(Fonte: CSTC - Companhia Santista de Transportes Coletivos).

 

 

Em 1.994, a extensão total de vias eletrificadas era de 41 km (57 km equivalentes em rede bifilar simples). Entretanto, somente duas linhas principais estavam em operação no final do ano e cerca de quatorze trólebus italianos reformados foram desativados.

No ano de 1.995 apenas uma linha estava em operação, com uma extensão de 13,7 km. A rede aérea possuía uma extensão em operação de 16,5 km, e 47 km estavam desativados. A extensão em percurso não-remunerado compreendia 2,8 km. Das sete subestações existentes, apenas uma estava em operação, compreendendo 1.600 kW de potência instalada em operação e 3.500 kW de potência instalada desativada. A frota de veículos era composta por apenas sete trólebus (Mafersa e Scania, tendo este último sofrido uma reforma, mantendo o mesmo chassi e a mesma carroceria Marcopolo, porém o equipamento eletrônico Ansaldo foi substituído por um novo, fabricado pela ABB - Asea Brown Boveri).

 

 

Trólebus Marelli/Fiat/Pistoiesi desativados, 

nas dependências da CSTC.

 (Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://

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Trólebus Marcopolo/Scania/Ansaldo, pouco tempo antes de 

sair de circulação.

(Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://

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No final da década de 90, a CSTC assumiu apenas o papel de empresa gestora do sistema de transporte em Santos. A operação dos poucos trólebus que restaram (Mafersa) foi assumida pela Viação Piracicabana.

 

 

Trólebus Mafersa/Villares, em operação pela Viação Piracicabana, em 2.008.

(Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0c/Trolebus_de_Santos.JPG).

 

 

Trólebus Mafersa/Villares, em operação pela Viação Piracicabana, com nova pintura.

(Fonte: http://galeria.portalinterbuss.net/displayimage.php?album=9&pos=0).

 

 

 

 

 

Fonte de Pesquisa

 

·         “Trólebus - Síntese Internacional Física e Operacional” (1.995), publicada pela ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos.

·         “Revista dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicada pela ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de Moraes. 

·         Contatos com a CSTC e com a Viação Piracicabana.

·         Blog de Emilio Pechini (http://pechini.blogspot.com/2009/01/trolebus-de-santos-resumo-historico.html).

 

 

 

 

 

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