SP TRANS: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS – PROTÓTIPO TRÓLEBUS (VLP)
BIARTICULADO

Protótipo em testes na via segregada no Autódromo de Interlagos - cidade de São Paulo.
(Fonte: SP Trans).
1
– Dimensões (mm)
·
Comprimento
total: 25.000
·
Largura
(sem roletes): 2.500
·
Largura
(com roletes): 2.700
·
Altura
total: 3.400
·
Altura
máxima do piso (região das portas): 920
·
Altura
interna livre: 2.000
·
Largura
das portas: 1.200
·
Altura
livre de componentes próximos às rodas: 180
·
Altura
livre de componentes nas demais áreas: 250
·
Altura
máxima da aresta inferior do pára-choque dianteiro: 410
·
Altura
máxima da aresta inferior do pára-choque traseiro: 490
·
Ângulo
mínimo de entrada: 9 graus
·
Ângulo
mínimo de saída: 8 graus
·
Ângulo
livre mínimo entre-eixos (veículo principal): 4,5 graus
2
– Pesos (Kg)
2.1
– Peso bruto (considerando-se a operação em pista especial e o veículo lotado,
com uma taxa de ocupação mínima de 10 passageiros em pé por metro quadrado de
área útil).
·
Eixo
dianteiro: 8.000
·
Eixo
traseiro: 12.000
·
Eixo
1o trailer: 14.000
·
Eixo
2o trailer: 14.000
·
Total:
48.000
3
– Desempenho

(Fonte: SP Trans).
·
Velocidade
máxima: 80 Km/h
·
Rampa
máxima: 10 %
·
Velocidades
mínimas a serem atingidas, em função do tempo, partindo do repouso em pavimento
horizontal:
t
(s)......…………........V. min. (Km/h)
05...................................20
10...................................30
15...................................60
40...................................80
·
Velocidades
mínimas a serem atingidas em aclive, a partir do repouso
Aclive
(%)............……….....V. min. (Km/h)
00................................................80
05................................................40
10................................................30
·
Acelerações
mínimas a serem desenvolvidas em aclives
Aclive
(%).................................a (m/s2)
00..............................................1,30
05..............................................0,50
10..............................................0,20

Painel de comando do
protótipo VLP Biarticulado.
(Fonte: informativo
"O Trólebus", publicado
pelo Eletrobus).
·
Ocupação:
7 passageiros/m2 em pé
Passageiros....................................Capacidade
Sentados............................................53
Em
pé...............................................168
Total.................................................221
6
– Alimentação elétrica

(Fonte: SP Trans).
6.1
– Tensão da rede aérea
·
Nominal:
600 Vcc
·
Mínima:
400 Vcc
·
Máxima:
720 Vcc
6.2
– Circuitos auxiliares: 220 Vca, 3
fases,
60 Hz
6.3
– Circuito de corrente alternada (bateria): 24 Vcc
(nominal)
7
– Características operacionais

(Fonte: SP Trans).
·
Raio
de giro externo máximo (mm): 11.570
·
Raio
de giro interno mínimo (mm): 4.270
8
– Sistema de controle de tração (sobre esta
denominação incluem-se todos os equipamentos responsáveis pela movimentação,
aceleração e frenagem do veículo).

(Fonte: folheto “VLP”, publicado pela SP Trans).
Este
equipamento consiste de:
·
Três
motores elétricos de elevada potência (160 hp cada, perfazendo um total de 480
hp) acoplados, individualmente, a três eixos de tração independentes. A potência
dos motores foi selecionada para que, mesmo se ocorrer uma eventual falha em um
dos motores, os dois motores remanescentes serão capazes de manter o veículo em
operação com carga total de passageiros. Esta característica de redundância
confere ao veículo um alto grau de confiabilidade, pois a possibilidade de falha
simultânea de dois motores é muitíssimo remota. Cálculos estatísticos de
confiabilidade realizados durante a fase de projeto prevêem que a probabilidade
de uma eventual falha que possa a vir imobilizar o veículo deverá ocorrer uma
vez a cada 25 anos. A utilização de três eixos de tração permite ainda que a
aderência do veículo ao pavimento, quando em aceleração ou frenagem, seja
significativamente melhorada. Isto irá possibilitar subidas ou descidas de
rampas íngremes, com segurança e rapidez. Desta forma, o projeto viário consegue
significativas economias de custo, visto que os viadutos e elevados poderão ter
comprimento reduzido.
·
Três
sistemas eletrônicos de controle de tração, responsáveis pelo controle da
velocidade dos três motores de forma coordenada, em obediência aos comandos de
aceleração ou frenagem solicitados pelo motorista. São equipamentos eletrônicos
de última geração, totalmente a estado sólido (solid-state), e tiveram como
ponto de partida os sistemas de tração dos modernos trólebus que começaram a
circular em São Paulo a partir de 1.997. Tecnicamente, estes sistemas são
conhecidos como “chopper a IGBT”.
·
Sistemas
de tomada de força, cuja função é captar a energia elétrica necessária à
operação do veículo.
9
– Sistemas Auxiliares (sobre esta denominação incluem-se todos os
sistemas elétricos-eletrônicos que não estão diretamente ligados à movimentação
do veículo).
Este
equipamento consiste de:
·
Alimentação
elétrica e controle da bomba hidráulica, responsável pelo sistema de direção
hidráulica do veículo.
·
Alimentação
e controle dos compressores de ar (o veículo dispõe de três compressores),
responsáveis pelo suprimento de ar comprimido ao veículo (alimentando os bolsões
de ar da suspensão pneumática, o freio principal, o sistema de abertura e
fechamento das portas e a movimentação das alavancas coletoras do "sistema de
tomada de força).
·
Carregadores
eletrônicos de bateria: o veículo dispõe de dois bancos de baterias, que são
mantidos permanentemente carregados por dois carregadores eletrônicos
independentes. Os carregadores são do tipo “estático”, alimentados a partir da
tensão de 220 Vca 3 fases,
gerados pelos inversores. O primeiro banco de baterias fornece energia para os
equipamentos convencionais do veículo; o segundo alimenta os sistemas
eletrônicos dos recortadores.
·
Sistema
elétrico de alimentação e controle do ar condicionado: o veículo dispõe de três
unidades de ar condicionado, uma para cada carro. A alimentação e controle
dessas unidades é feita de forma puramente elétrica, mantendo portanto, as
características de poluição zero do veículo. Para isso, a Powertronics fabricou
e forneceu três equipamentos eletrônicos que transformam a corrente contínua da
rede aérea em corrente alternada de 220 Volts, semelhante à utilizada em
residências. Tecnicamente, estes equipamentos são conhecidos como “inversores”,
pois invertem periodicamente a corrente suprida aos motores do ar condicionado.
Características
Gerais dos Inversores
·
Variação da tensão de alimentação da rede aérea: de 400
a 720 Vcc
·
Tensão
entre fases: 220 Vca (fase-fase) / 110 Vca (fase-neutro)
·
Freqüência
de trabalho: 60 Hz
·
Corrente
máxima: 45,4 A
·
Forma
de onda: senoidal / PWM senoidal
·
Regulação
na saída com variação de carga e/ou variação de alimentação: 5%
·
Deslocamento
de fase admissível: 10%
·
Potência
nominal adequada ao serviço auxiliar do carro com mais 10% de reserva: 30 kVa
·
Rendimento
mínimo à potência nominal: 75%
·
Fator
de potência mínimo em condições nominais: 0,8
·
Variação
de freqüência admissível: +/- 1%
·
Isolação
entre alta e baixa tensão: galvânica
10
– Disposição dos equipamentos instalados no
veículo (clique na imagem abaixo para ampliá-la).
(Fonte: Folheto: “Descrição dos Equipamentos
a Serem Instalados no Protótipo VLP Biarticulado”,
de autoria da Powertronics S/A - Empresa Brasileira
de Tecnologia
Eletrônica).
Fonte
de Pesquisa:
·
Folheto:
“Descrição dos Equipamentos a Serem Instalados no Protótipo VLP Biarticulado”,
de autoria da Powertronics S/A - Empresa Brasileira de Tecnologia
Eletrônica.
·
“Manual
dos Padrões Técnicos do Veículo Leve Sobre Pneus”, publicado pela SP
Trans.