TRANSERP: REDE BÁSICA
A
operação de trólebus na cidade de Ribeirão Preto teve início no ano de 1.982.
Até o ano de 1.988, estavam em operação três linhas, num total de 35,6 km. Neste
mesmo ano foi inaugurado o Terminal Carlos Gomes, no centro da cidade, onde
passou a ser feita a integração entre a frota da TRANSERP e a de outras empresas
operadoras. Até a construção deste terminal, os trólebus utilizavam o Terminal
Antonio Achê, próximo à rodoviária.

Terminal Carlos Gomes, inaugurado em 1.988.
(Fonte: revista
“Revide”).

Trólebus prefixo 1013 no Terminal Carlos Gomes, em 1.990.
(Fonte: http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm1.htm).

Trólebus prefixo 1002 no Terminal Carlos Gomes, em 1.999.
(Fonte: http://http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm2.htm).

Trólebus prefixo 1019 saindo do
Terminal Carlos Gomes, em 1.999.
(Fonte: http://http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm2.htm).

Trólebus no Corredor Presidente Dutra, no final dos anos 80.
(Fonte:
http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm1.htm).

Trólebus prefixo 1022 na Rua Américo Brasiliense, em 1.999,
defronte a Praça das Bandeiras.
(Fonte: http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm3.htm).

Detalhe do trólebus "lotado" prefixo 1020, em 1.999,
na Rua Martinico Prado, indo em direção ao centro da cidade.
(Fonte: http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm3.htm).
De 1.988 a 1.994 outras duas linhas foram inauguradas. As cinco linhas somavam uma extensão de 45,2 km.

O mapa das linhas de trólebus da cidade de Ribeirão Preto, traçado em 15 de março
de
1.992, por Gert Aberson, mostra as linhas existentes na época.
Posteriormente passou a haver mais uma linha, a 103, para o Forum.
(Fonte: http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/rpm6.htm).
Em
1.995 a empresa possuía seis linhas, numa extensão de 58
km.
A
partir de 1.996 foram desativados 20,9 km do total das linhas, incluindo a
região da Vila Virgínia e o terminal Antonio Achê, devido a problemas na rede
elétrica. Conseqüentemente, este terminal passou a operar somente com ônibus
diesel.

Terminal Antonio Achê, após a desativação do sistema
trólebus na cidade de Ribeirão Preto.
(Fonte: revista “Revide”).
Em
1.997 foram realizados estudos pela TRANSERP, juntamente com a Prefeitura
Municipal, para a criação de um novo sistema de integração ônibus-trólebus, com
as outras empresas operadoras do transporte. A idéia seria desativar os trólebus
no centro da cidade, dividindo suas linhas em duas partes: uma delas circularia
ao redor do centro, enquanto a outra, ao redor da cidade. As linhas de ônibus
diesel então cruzariam o centro em linhas radiais, integrando-se aos trólebus.
Os antigos terminais também seriam desativados, e novos terminais de integração
seriam construídos.
Entretanto, até julho/1.999 as linhas de trólebus permaneceram estáveis, alcançando os bairros Jardim Independência, Presidente Dutra, Centro e as regiões do Hospital das Clínicas e Fórum, quando foram desativadas.

Placa informativa sobre os bilhetes magnéticos,
ainda presente em diversos pontos da antiga rede de trólebus.
(Foto tirada na Avenida Cavalheiro P. Innechi, em outubro/2.005).
(Foto:
Marco A. G. Brandemarte).
Após
a desativação do sistema, em julho/1.999, as linhas da TRANSERP foram
transferidas à iniciativa privada, mediante aprovação da “Lei de Modernização do
Transporte Urbano de Ribeirão Preto”, pela Câmara Municipal, alterando o inciso
2o do artigo 163 da Lei Orgânica do Município.
As
linhas operadas pela TRANSERP foram divididas entre as três permissionárias que
fazem o transporte urbano na cidade. A divisão seguiu um critério regional,
considerando as áreas de atuação das empresas (conforme tabela
abaixo).

(Fonte: revista
“Revide”).
O
processo de privatização do transporte coletivo de Ribeirão Preto visou eliminar
os prejuízos da TRANSERP, que giravam em torno de R$ 145 mil/mês. A dívida foi
estimada em R$ 7 milhões (1.997).
Segundo
o superintendente da empresa na época, a concessão das linhas era o único
caminho para que a mesma saísse do endividamento. Para a renovação da frota e
reorganização da TRANSERP seriam necessários R$ 16 milhões, a serem
desembolsados pela prefeitura.
Apesar
de representar somente 10 % do total de linhas que atuam na cidade, os antigos
itinerários da TRANSERP são considerados os mais rentáveis de todo o sistema de
transporte urbano de Ribeirão Preto. Do total de 4,5 milhões de passageiros que
utilizam mensalmente o transporte coletivo da cidade, quase 20 % (cerca de 800
mil pessoas) eram usuários da TRANSERP. O faturamento mensal de R$ 700 mil (dos
quais 70 % destinados à folha de pagamento) é dividido igualmente entre as
permissionárias.
Finalmente,
em abril/2.000, a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto realizou uma das
mudanças mais profundas no transporte coletivo da cidade, desativando o terminal
Antonio Achê. Os ônibus passaram então a utilizar pontos instalados tanto no
interior quanto nas imediações da estação rodoviária. No local do antigo
terminal está em construção um Centro Popular de Compras, que abrigará o
comércio informal da região central da cidade.
Fonte
de Pesquisa
·
Caderno
“Revide Economia” (revista “Revide”, no 124).
·
Fascículo
no 20 “Transporte – Ribeirão Preto” (revista “Revide” no
136).
·
Fascículo
no 26 “Prefeitos – Ribeirão Preto” (revista “Revide” no
142).
·
“Revista
dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicado pela ANTP –
Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da
Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de
Moraes.
·
“Síntese
Internacional Física e Operacional – Trólebus” (1.995), publicada pela ANTP –
Associação Nacional dos Transportes Públicos.
·
“Bienário
Internacional – Trólebus” (1.996/1.997), publicado pela ANTP – Associação
Nacional dos Transportes Públicos.
·
Relatório
de Visita à TRANSERP (MAGB – 1.997).
·
Contatos
com a TRANSERP (Diretoria Superintendente, Gerência de Operações e Gerência de
Manutenção).