HISTÓRICO DOS TRÓLEBUS

DE PRIMEIRA GERAÇÃO

 

 

 

 

 

O primeiro trólebus nacional, de primeira geração, foi construído em 1.958, por Indústrias Villares S/A. O protótipo foi apresentado em várias cidades e levado ao Rio de Janeiro – RJ, para ser apresentado ao então presidente da República na época, o Sr. Juscelino Kubitschek, numa “viagem histórica”, percorrendo a Via Dutra com um gerador elétrico acoplado. Após sua apresentação pelo país, o veículo passou a fazer parte da frota da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, de São Paulo.

 

 

 

Primeiro trólebus fabricado no Brasil.

(Fonte: folheto “Trólebus Villares” – TC 001, publicado por Indústrias Villares S/A).

 

 

Este veículo foi construído sob licença, pois foi necessário buscar-se conhecimento nos Estados Unidos, em virtude do pioneirismo na fabricação de trólebus no país. Desta forma, o chassi e a carroceria foram projetados pela Grassi, sob licença da Marmon Herrington; o equipamento elétrico de propulsão foi desenvolvido pela Villares, sob licença da Westinghouse e o conjunto coletor de corrente foi adquirido da Ohio-Bras.

Entre 1.959 e 1.961 a CTA - Companhia Troleibus Araraquara adquiriu oito unidades Grassi/Villares, enquanto que a CMTC encomendou outras nove unidades em 1.961, além do protótipo construído em 1.958.

Em 1.962 a CAIO – Companhia Americana Industrial de Ônibus lança o seu protótipo, empregando também o mesmo tipo de equipamento elétrico, fabricado pela Villares. Foram adquiridas vinte unidades deste veículo pela CTU – Companhia de Transportes Urbanos, de Recife e uma unidade pela CTA. Este último possuía chassi curto, com eixos FNM e equipamento elétrico italiano.

Posteriormente, em 1.963, surge o terceiro fabricante nacional de trólebus: Indústria de Viaturas Massari. Uma nova tecnologia empregada fez surgir o trólebus monobloco, com um desenho bastante moderno, utilizando suspensão do tipo mista, com bolsões de ar e molas, e equipamento elétrico Villares. A Massari acabou liderando o mercado na época, fornecendo veículos para os sistemas de Belo Horizonte (cinco veículos), Porto Alegre (cinco veículos), Araraquara (sete veículos), Fortaleza (nove veículos) e São Paulo (seis veículos).

Entre os anos de 1.963 e 1.969 uma fase muito curiosa e importante ocorreu na história do sistema trólebus no Brasil. Neste período a própria CMTC passou a construir trólebus em suas oficinas, com mão-de-obra própria. As carrocerias eram padronizadas; os chassis pertenciam a ônibus desativados e aos primeiros trólebus ou ainda inteiramente novos; os equipamentos elétricos eram inteiramente novos, ou também reutilizados dos primeiros trólebus.

 

 

Trólebus montado pela CMTC, equipado com chassi GMC e 

equipamentos elétricos reaproveitados de outros trólebus. 

(Fonte: folheto "Trólebus - 50 Anos em São Paulo", publicado pela 

SP Trans – São Paulo Transporte S/A e 

ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos).

 

 

É importante salientar que a operadora paulistana se lançou à construção de trólebus devido ao alto custo de aquisição de tais veículos fabricados em nosso país.

A partir de 1.967 os sistemas de trólebus passaram a sofrer um declínio, com a desativação parcial ou total em várias cidades.

Este fato foi causado, por exemplo, pela falta de peças sobressalentes para a grande maioria da frota existente (estrangeira); maior oferta de novos ônibus diesel nacionais e o início do interesse pelo transporte individual, em detrimento do coletivo.

 

 

 

 

 

Fonte de Pesquisa

 

·         “Revista dos Transportes Públicos” (ano 19, 1.996, 4° trimestre), publicado pela ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos: artigo “Trólebus – As Fases da Implantação do Sistema no Brasil”, de autoria de Jorge Françozo de Moraes.

 

 

 

 

 

Voltar | Início